Mais hortifrúti…menos Ifood

Eu já fiz, sério, sem brincadeira, umas 50 dietas.E me lancei, recentemente nesse #projetodançar (como eu explico aqui). Às vezes eu repetia alguma que já tinha feito. Às vezes fazia a da revista, outras de um livro novo, nutricionista, outras eu inventava mesmo. Uma vez fiz a dieta do arroz integral, ou seja, eu só comia arroz integral. Não comia mais nada. Terminei a dieta magra, mas sem cabelos na cabeça e uma anemia ferrada. Sorte que não enjoei do bichinho.

Desta vez resolvi que não é uma dieta. É sim, uma mudança – por vezes brusca – de hábitos. Não é por emagrecer somente. Não tem nada a ver com estética. E é uma nova “eu” que está fazendo, então está tudo muito diferente.

Comecei com reeducação alimentar, mas não funcionou. Partir direto para ela precisa de uma força de vontade descomunal. Passei uma semana numa low carb super restritiva, mas passava mal o tempo todo. Agora cheguei num bom equilíbrio: low carb com uma porção mais generosa de carboidratos por dia.

Pode ser um pão de queijo integral – os da Majestade  são deliciosos e super em conta. Uma porção de batata, uma porção de macarrão sem glúten. Resolvi manter o glúten de fora, já que isso costuma me fazer bem. A porção extra está garantindo a minha força e o meu emagrecimento. No décimo dia já foram quase três quilos.

Aumentei significativamente a ingesta de água. Água pura, não refrigerante ou suco. Ainda não conseguir me livrar do refri, mas essa é uma meta para quando as coisas estiverem mais amenas. Este esquema  vai durar durante o emagrecimento mesmo, depois eu introduzo mais uma porção de carboidrato por dia. E depois de uma manutenção, mais uma. Então são metas pequenas, de uma mudança de vida.

Estou cozinhando. Muito. Frequentando mais o hortifrúti do que o Ifood. Optando por alimentos mais orgânicos – minha meta é substituir tudo.

Dá muito trabalho tudo isso. Muito mesmo. Não é só “começar uma mudança”, mas tudo o que implica com ela. Não usava tanto a minha cozinha. Não lavava tanta louça. Nem ao menos ficava tanto em casa como agora. Então, não é só a mudança da alimentação em si, mas tudo o que vem com ela. E não é muito fácil.

Mas essa é a parte que entra a força de vontade. Porque na verdade, meu estado interno está muito diferente de todas as outras “dietas” que eu fazia. Antes era um radicalismo horrível. Uma ansiedade que jamais passava. Eu fazia a dieta esperando o dia que ela ia acabar. Eu era feia, gorda e nojenta e estava fazendo porque precisava dar um jeito na minha vida, arrumar um trabalho ou um namorado. Às vezes, muitas vezes, os dois. Eu precisava me encaixar nos padrões, eu precisava daquela beleza que a minha irmã tinha. Eram sempre, sempre os motivos errados.

Agora sou eu. O foco sou eu. A dieta é, na verdade, uma mudança de vida. Estou brigando com a minha resistência interna de pedir uma pizza ao invés de ir sujar mais uma frigideira com ovos mexidos. Estou lutando internamente com hábitos que vinha carregando a muito tempo.

Dei um tempo na academia, me dei 30 dias. Se não der, eu peço mais 30 dias. Eu sei que esse também é um hábito que precisa mudar, precisa de foco e escolhas. E com tantas mudanças que ando fazendo, estava complicado. Então, uma coisa de cada vez.

Ainda como muito bem. Não passo fome de jeito nenhum – deus me livre disso. Mas hoje, não é mais um sacrifício. Ou melhor, é um sacrifício, mas eu estou gostando de fazer. Não é um sacrifício de mudança por motivos ruins. Não é para “consertar” algo “quebrado” em mim, é para me melhorar. É para me levar a um patamar de vida melhor. É para chegar nos meus cinquenta anos, daqui a pouco, com saúde. É para poder pensar em fazer coisas novas com o meu corpo, como escalar uma montanha ou fazer aulas de spinning ou voltar a dançar. Os motivos no fim do arco íris são bons, nobres. É para ser uma velhinha que consegue cuidar de si mesma até a morte. É para ser ainda mais e e mais feliz.

E essa sensação é indescritível. Não estou justificando nada para ninguém. Não preciso de nada disso. É tudo para mim. É um amor próprio diferente do que eu vinha experimentando. Não estou pensando no fim porque eu sei que isso não vai ter um fim. Agora é só o começo de uma nova estrada, ainda mais saudável e ainda mais feliz. É o equilíbrio fora dos padrões, mas dentro do meu melhor. É a melhor versão de mim mesma. Sempre.

 

iffod

 

 

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