Mãe de cachorro também é mãe

Eu sempre fui aquela pessoa que julgava, sem dó nem piedade, donos de cachorros. Eu achava um absurdo quando alguém dizia que tinha dormido no sofá porque o cão estava doente ou que não viajava mais porque não tinha com quem deixar os cachorros. Precisou, eu mesma, ter um para saber o que é.

O instinto materno, bom nem sabemos se é mesmo um instinto. Mas eu tenho. E algumas mulheres tem (assim como homens tem o paterno) e sim, eles se afloram quando temos um bichinho em casa para cuidar. Eu me pego, muitas vezes, pensando em voltar mais cedo porque a Nina Elizabeth – minha shitzu – está sozinha a muitas horas. Tenho cadeirinha no carro, uma bolsa com as coisas que ela gosta -incluindo bolinhas e petiscos – e o telefone de emergência de um centro veterinário perto de casa. 24 horas, porque a gente nunca sabe. Até assinei um seguro residencial, por um preço mais alto, para ganhar um benefício de um plano de saúde pet – o Healh 4 pet – que a gente pode ligar a qualquer horário para tirar dúvidas. Ou seja, uma mamãe completa.

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Agora uma pesquisa falou que sim, isso é real. A Universidade Azabu, do Japão, descobriu que o vínculo entre o cachorro e seu dono é o mesmo que entre mãe e filho. O processo hormonal, a ocitocina que é produzida quando mamãe e bebê trocam olharem, por exemplo, é a mesma liberada quando você olha para o seu bichinho te trazendo a bolinha. Coisa de sinergia mesmo.

Claro que precisamos manter alguns limites muito claro. É um cão e manter a higiene entre vocês é essencial. Nada de comer no mesmo prato – sim eu já vi isso – ou tomar banho junto. O animal tem defesas e bactéricas diferente das humanas. Manter o cachorro feliz, bem alimentado e aquecido. Manter as vacinas em dia – sou contra essa onda de não vacinar – e as consultas veterinárias também. Ele precisa de tempo, dos seu tempo. Tempo para brincar, passear e jogar a bolinha. Não é um brinquedo, é um “serhumaninho” que precisa de tudo o que um filho precisa.

Outros estudos, como do  psicólogo e pesquisador Stanley Coren, PhD, da University of British Columbia dizem que a idade mental de um cachorro equivale a idade de dois anos de uma criança. Ou seja, você terá, até o final da vida dele, um bebê em casa. Que já sabe fazer as necessidades no lugar certo, mas que pode errar às vezes – muitas vezes. Um ser que pode comer plantas venenosas e beber a água de fontes duvidosas  se deixar. Isso tudo quer dizer: tenha responsabilidade na hora de adotar. Se for comprar – sim a minha é comprada – tenha a responsabilidade de saber de onde ela veio. O dono do canil da Nina Elizabeth me mostrou até fotos no canil dele, tudo limpo e organizado. Sugiro a

Eu também chipei a Nina, assim ela pode ser encontrada se ela se perder ou for – Deus me livre – roubada. Enfim, cuidados de mãe com o seu bebê, sem dúvida.

Se isso não é amor e não é ser mãe, eu não sei o que é!

 

Fontes: Conti Outra  e Artigo Canino 

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