Primeiro aniversário do blog e sorteio do meu livro

“Você não sabe o quanto eu caminhei para chegar até aqui / percorri milhas e milhas antes de dormir / eu não cochilei / os mais belos montes escalei / nas noites escuras de frio chorei” – Cidade Negra

 

Um ano. Um ano de blog. Alguns meses como modelo plus size, ainda bebezinha. Mas, principalmente, algum tempo como eu mesma.

Eu considero que o meu processo de aceitação saiu mesmo do “papel” há um ano atrás. Resolvi que era blogueira. Resolvi que queria passar para as pessoas as coisas boas que eu tinha encontrado, os meus tesouros interiores. Decidi, com meu poder de decisão recém adquirido, que ninguém ia me colocar para baixo. Decidi que não era uma porcaria, como tinha passado a vida achando que era. Eu sou uma estrela. E só precisava brilhar.

E quando eu falo isso eu não falo de fama ou flahs. Não que o meu Peixes no ascendente e um Àries de nascimento não curtam. Eu sou filha de Iansã, signo de fogo, Dragão de fogo no chinês, não tinha como ter mais luz e brilho. Mas eu me apaguei. Eu ouvi o que os outros diziam sobre mim. Eu escutei, introjetei e por mais eu repetisse para mim mesma que eu me amava, não era verdade. Não ainda. Foi preciso um longo e penoso processo de cura emocional. Um processo no qual eu entrei, mas que não tinha garantias de sair com alguma sanidade mental. Pois bem, eu sai sim. Doeu que o o c*&%*. Mas eu sai.

E depois de aprender tanto sobre mim, encimesmada no meu mundo eu abri os olhos. Olhei ao redor e vi outras. Gordas, lindas, magras, feias, estranhas, nerds, cabelos coloridos ou brancos. Vi uma multidão de mulheres encimesmadas em seus mundos. Não se curando, mas só remoendo a dor. A dor de ser diferente. A dor de ser mulher. A dor de ser “algo”, qualquer coisa, fora dos “padrões”.

Hoje esses palavras vão entre aspas. Não só nesse texto, mas dentro de mim mesma. Hoje me parece tão absurdo, cada coisa que eu aguentei e vivi calada. Hoje não faz mais parte da minha história.

Eu posso tudo. E a vida está me mostrando isso, dia após dia,como se o Universo fosse um grande catálogo onde eu só preciso escolher. Claro que tem trabalho, insonia e ansiedade. Mas eu sei que o meu prédio estará ali, em alguns instantes. E eu possso esperar, linda e serena, do alto da minha magnitude.

E nada, nada disso é arrogancia. ISso tudo é só o meu espírito que foi libertado,completamente, das amarras do social e do ego. Claro que ainda tenho coisas para “consertar”. Claro que queri ser ainda mais feliz e ainda mais em paz mas isso que eu sinto nada, ninguém, nenhuma situção no mundo tira. Nem uma guerra mundial. Nenhuma perda, nada. Eu posso ficar triste. Eu posso chorar. Eu não preciso ser uma heroína 24 horas por dia. Eu posso descansar. Mas eu continuo no outro dia. Bem. Bem e no meu bem.

Não tem preço.

E como eu ganhei tanto, estarei dando também. Vou fazer o sorteio de um livro meu, autografado claro, no meu Instagram @andreapavlo. Vá até lá e siga as instruções da foto oficial.

Espero que curtam mais e mais blog. Mais a mais divagações. Mais e mais fotos. Mais e mais e mais amor!

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