Sobre morte e renascimento

Vixe! Tenho tanta coisa para escrever (e para fazer) que nem sei por onde começar. Tudo me parece um caos agora. Eu sei para onde estou indo, sei – agora – o porquê, mas ainda estou perdida em organizações, limpeza e o refazimento da minha rotina diária. Aproveitando uma brecha (por conta de dois esporões nos pés  que serão explicados à seguir) na dança, e tentando organizar o caos.

Sempre fui organizada. Tenho agenda, tenho etiquetas em praticamente tudo. Mas o caos é uma força potente da natureza e eu já descobri que não podemos contra ele. Podemos sim, tentar manter as coisas sob certo domínio, mas controlar o caos é tarefa titânica e impossível. Eu parei, na boa. Não vou tentar mais isso. É desgastante. Mas sigo contente com as minhas organizações.

Isso porque a maior e a mais importante organização aconteceu aqui dentro. Depois de um final de semana simplesmente maravilhoso, a cereja de um bolo que eu vinha amassando, cozendo e enfeitando à muito tempo. Um bolo que tem 41 anos de idade. Que passou por altos e baixos, principalmente os baixos, e que precisou morrer e ressuscitar. E era essa a minha sensação na semana anterior ao curso.

Tive uma destas vivencias maravilhosas de auto-hipnose que eu sempre tenho para resolver os meus mais profundos medos. E entendi que o que ainda me incomodava e o que não estava me deixando ir para a frente, era uma relacionamento passado. Um fantasma, na realidade, de um relacionamento passado. Depois dessa ferida limpa e higienizada, passei dois dias inteiros de profunda reflexão interior.  A sensação era de morte. Que ele tinha morrido. Que eu mesma tinha morrido. Era um luto respeitoso por tudo aquilo que eu tinha sido até aquele momento. Era o cheiro dos crisântemos no ar. Sábado, o primeiro dia do workshop, eu ainda estava meio assim. Mas isso passou assim que eu entrei pela porta e vi o que me aguardava.

Mas esse é outro post. Esse assunto merece algo exclusivo. O ponto aqui é como eu morri e renasci dentro de um curto espaço de tempo. De como isso foi possível quando eu consegui eliminar o último e derradeiro problemas que me deixava presa ao passado. Não existe mais passado. Sou só eu aqui. Eu e um infinidade de caixas para arrumar, um tapete para mandar lavar e um blog para reestruturar. Tudo isso me sentindo forte, potente, com uma autoestima e uma autoconfiança que eu não via a anos (talvez jamais tenha visto) em mim mesma.

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