Ar fresco…

Sempre gostei do termo “como uma lufada de ar fresco”. Sei lá, me remete à algo que traz renovação, reenergiza, refaz, reconforta. Aos 41 começo a entender a vida de uma maneira totalmente diferente. Não tem a ver com os números, tem a ver com os desejos. Aqueles que falei antes, que não tinha a coragem de sonhar. Agora eu sonho. E, melhor do que tudo, começo a planejá-los.

Não são sonhos pequenos…não senhora. São grandões. São do meu tamanho 48/50, pelo menos. Mas eles vem de uma força interna. Eles são ainda como pequenos pensamentos que vão se juntando, como nos filmes de super heróis em que pedaços de madeira ou ferro se fundem do nada na pessoa e criam uma armadura tão forte, tão dura…que levam o herói à vitória.

Mas não é mais sobre vitória ou derrota. Não é mais sobre dar ou não certo na vida. É sobre ir atrás dos seus sonhos, mesmo que você saiba que existe uma margem de erro. Às vezes maior, às vezes menor. Eu entendo agora o significa de plano A ou plano B. Entendo para que eles foram criados e não tem nada a ver com o que eu achava. Achava que era só escolher uma meta, a esmo. Simplesmente uma escolha.

Não é assim. É mais profundo. É mais denso. É mais complicado e o buraco é mais embaixo. Uma meta realmente importante simplesmente te engole. Você vira ela. Você é ela. Você tem uma dedicação que transcende tudo e todos. Ninguém tem o poder de te tirar isso. Ninguém consegue te convencer do contrário se ela é real. Você fica realmente disposta a pagar o preço que for. Você reorganiza a sua vida, no mesmo momento, em prol daquilo que o seu coração está pedindo. É muito poderoso.

E, para você, aquilo já é, já existe. Você começa a usar os termos, você personifica de uma maneira inteira e completa. É como uma lufada de ar fresco na sua alma. Ela finalmente conseguiu falar através do seu ego. Ela finalmente atravessou a grande muralha e se manifestou. Só te resta agora, querida, segui em frente.

As pessoas raramente mudam, a não ser diante de uma dor insuportável. Quando aliviamos a dor de outro, normalmente damos um curto-circuito às suas motivações para mudar. Isso acontece porque a maioria dos nossos esforços para salvar o outro, normalmente prolonga e perpetua os problemas.

Infelizmente, quando amamos demais, a tolerância à dor do outro é geralmente maior do que nossa tolerância para observá-la. Em vez de tentar resolver os problemas, o que queremos é nos livrar de suas consequências.

Meditações para mulheres que amam demais – Robin Norwood

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