Como lidar com o transtorno do pânico na quarentena

Bom, este tem sido um assunto recorrente no meu Instagram e também com algumas seguidoras e cliente que já apresentavam um quadro, mesmo antes da pandemia. Nos dois casos, como lidar com isso é meio parecido, e precisa ter foco e paciência consigo mesma.

Eu venci o transtorno do pânico há mais ou menos 7 anos. Na realidade, ele foi meu professor – sim, porque o mal sempre vem para ensinar – por quase 10 anos. Depois disso, não tive mais crises. Mas essa pandemia, infelizmente, me fez ser revisitada por alguns destes fantasmas e isso não é nada legal. Então, decidi escrever esse post, meio que para mim também, confesso!

Primeira coisa: não é frescura! O transtorno do pânico é uma doença, e tem até seu próprio DSM (um guia geral daquilo que é considerado transtorno psiquiátrico) CID 10 F 41. Achar que é frescura, exagero, drama ou que é só ter pensamentos positivos com unicórnios coloridos não ajuda ninguém e, pior, ainda sugere discriminação. Se você tem ou não um diagnóstico, saiba que você não está sozinha.

Outra diferenciação importante – ainda mais nesses dias – é que a pessoa pode ter crises ou episódios, sem desenvolver o transtorno em si. Para que seja considerado transtorno, ele precisa acontecer pelo menos um episódio em menos de um mês, seguido de outros por pelo menos três meses. Ter uma crise de pânico numa pandemia, por exemplo, pode ser só um momento ruim mesmo.

O transtorno de pânico precisa ser diferenciado do Transtorno de Ansiedade Generalizado (TAG), mas pode estar ou não associado à depressão. A base é a baixa de serotonina – o nosso neurotransmissor associado ao prazer no cérebro – mais o modo de funcionamento psíquico da pessoa.

Quem já tem o diagnóstico precisa manter a medicação nesse momento difícil e até mesmo pesquisar com o médico se não seria melhor aumentar a dose de alguns dos medicamentos. Não é hora para se provar ou testar se já dá pra seguir sem ela, deixe isso para uma outra oportunidade.

Para de seguir as notícias também pode ser interessante, principalmente se você já tem diagnóstico. Peça para que alguém te repasse as informações mais importantes e peça também para as pessoas isoladas com você não ficarem repetindo as informações na hora do almoço, por exemplo. Focar em coisas construtivas e positivas é o melhor que você pode fazer pela sua saúde mental.

No meu caso, uso uma técnica que funciona bem, que é me separar do pânico. Coloco-o como uma entidade separada de mim. Se nada está acontecendo naquele momento, então é o medo que está na minha mente, me fazendo acreditar que o perigo é iminente, quando ele existe, mas está sob controle.

Mantenha-se ocupada, faça coisas repetitivas como trabalhos domésticos ou artísticos – tricô, ponto cruz – coisas que exijam menos pensamento e mais ação são bem interessantes e distraem a mente das porcarias que pensamos o dia todo!

Publicado por Andrea Pavlo

Psicoterapeuta, taróloga e numeróloga, comecei minhas explorações sobre espiritualidade e autoconhecimento aos 11 anos. Estudei psicologia, publicidade, artes, coaching e várias outras áreas que passam pelo desenvolvimento humano, usando várias técnicas para ajudar as mulheres a se amarem e alcançarem uma vida de deusa. Mãe da Nina de quatro patas, gosto de viajar, ler e sempre continuar estudando.

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