Te espero no fim disso tudo…

Das coisas que tem acontecido ultimamente, a mais dolorida no momento, para mim, é ficar longe do namorado. Ele continua trabalhando e tem mais riscos de se infectar. Quando eu estava no Guarujá, ele não podia me ver porque não podia entrar na cidade (todos os acessos às praias da Baixada Santista estão interditados por conta do corona). Aqui, se eu o vir, terei que ir embora e fazer uma nova quarentena de 14 dias, para ter certeza de que nenhum dos dois passou para o outro. Ele é grupo de risco – bronquite asmática – e tremo só de pensar.

E não, não conversamos sobre isso, apesar dos dois saberem que é isso aí. E é um relacionamento que foi retomado agora, depois de muitos problemas em 1 ano e meio separados. E tudo o que eu não queria era ficar longe dele agora.

E o medo? Não, não o medo do corona ou da crise financeira que virá depois, mas e o medo disso acabar enfraquecendo a relação? E o medo de, quando tudo isso acabar, eu não ter mais braços para voltar? Engraçado porque na primeira cena de “Comer, rezar, amar”, ela fala das mulheres refugiadas e que, mesmo numa situação de guerra, sem dinheiro ou teto sobre a cabeça, elas procuravam a psicóloga para falar dos homens e dos seus relacionamentos. Parece bem natural.

Eu poderia falar que é uma questão cultural. Que as mulheres aprendem isso mas hoje, vivendo isso, eu acredito que não. Na crise, na dor, queremos o que nos faz bem. Queremos saber que somos amadas, protegidas. Que depois disso tudo teremos o nosso final feliz e sim, isso nos dá um alento e nos faz pensar no futuro com mais otimismo. Isso, esse medo, no fundo é a esperança. De que tudo vai passar, todos vão sobreviver e teremos alegris e felicidade. Precisamos disso.

Eu preciso disso, de alguma garantia. Mas nem ele, e nem ninguém, podem me dar. Não existem garantias quando falamos de futuro, só a confiança. A confiança na ciência em criar uma vacina; a confiança nas máscaras e no alcool em gel que não vai nos deixar ficar doentes; a confiança em Deus e nos médicos de que seja só uma gripinha se realmente chegar a nossa vez. A confiança de que ele vá continuar me amando e desejando depois que tudo isso passar. Mas, pensando bem, se 1 ano e meio de muita história não estragaram as coisas, não vai ser uma pandemia de alguns meses que vai, né? Ou… olha eu procurando as garantias de novo.

Não temos garantias. Só a confiança. Só a certeza do coração e o que nós sentimos. O resto é história.

Publicado por Andrea Pavlo

Psicoterapeuta, taróloga e numeróloga, comecei minhas explorações sobre espiritualidade e autoconhecimento aos 11 anos. Estudei psicologia, publicidade, artes, coaching e várias outras áreas que passam pelo desenvolvimento humano, usando várias técnicas para ajudar as mulheres a se amarem e alcançarem uma vida de deusa. Mãe da Nina de quatro patas, gosto de viajar, ler e sempre continuar estudando.

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