Recomeços

A vida é isso. Recomeços. Confesso que passei os dois últimos meses (quase) em luto. Em espera. Em um silêncio profundo, depois de ouvir um monte de rádios misturadas na minha cabeça por muitos anos. Termino essa fase – ou vou terminando – desistindo de algumas coisas. Deixando algumas coisas para trás. Algumas coisas morrerem, mesmo que ainda precisem de mais uns dias de UTI. Mantendo tudo o que é meu, o que sou eu, o que precisa ser mantido.

Decidi: não vou parar de sonhar. Estava desistindo de alguns dos meus sonhos. O casamento, um projeto de trabalho – uma proposta – que pode mudar tudo. Estava desanimada, enlutada demais para isso. Mas a melhor maneira de sair do luto é isso: sair do luto. Deixar o objeto – seja uma pessoa ou uma situação – ir embora. Saber que não tem volta e tudo bem. Não errei, não fracassei. Apenas descobri uma maneira nova de não fazer as coisas.

As coisas exigem sacrifícios. Normal. Não adianta querer mudanças se não estivermos dispostas a mudar. Primeiro a gente muda, depois das coisas acontecem. Decidi que preciso olhar – ainda mais – para o meu trabalho. Focar no que eu vim fazer nessa vida. Preciso focar em aprender a guardar dinheiro e eliminar alguns erros do passado. Preciso entender que a minha relação amorosa é feita por duas pessoas, e eu não sou a responsável por tudo. Deixar claro que o que eu conquistei é meu, e isso inclui tudo de material – carro, apartamento, roupas – como o imaterial – meus conteúdos internos, todos os livros que eu li, os cursos que eu fiz, os vídeos que assisti. Sei que estou obesa, não somente fisicamente – engordei 25 quilos desde o auge da minha última grande dieta em 2014 – mas na minha mente. Existe tanta coisa dentro de mim que precisa ser repassada. Que precisa ser colocada no mundo, da minha maneira de ver, para ser degustada por quem precisa.

Não vou parar de aprender, e nem de comer. Hoje pela manhã – preciso mudar o hábito de acordar muito tarde ainda – tomei um belo suco verde. Cortei de vez os refrigerantes da minha vida e comprei água de coco e chá. E comi dois pães de queijo – aqueles coquetel – com café e leite. Adocei com açúcar de coco e mel (no suco).

Sentei, chamei uma pessoa querida para me ajudar com meu trabalho. Ela topou e já começamos a desenhar nossa empresa. A empresa onde eu coloco todo o conteúdo que eu tenho e ela, fera em administração, concretiza. Estou indo. Caminhando. Saindo de um lugar escuro onde eu fui arremessada.

Ainda terei mini-surtos, dias de maratonar Friends na TV – acreditem ou não eu nunca tinha assistido e achava chato. Mas tenho mais dias de fazer tudo certo, como eu quero. De ser a mulher de alta performance se estou me preparando para ser. Na realidade, que eu já sou…estou só organizando para mostrar ao mundo.

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