Bride to be

Pois é, estou noiva. Não achei que um dia ficaria noiva. Nem pensei que me casaria, com direito a festa e tudo. Mas em algum ponto do processo de cura eu tomei essa decisão. Queria um casamento, uma festa. Queria um vestido de noiva e tudo o que eu jamais achei que seria para mim. Por não achar que mereceria encontrar alguém legal, por pensar que meu papel na humanidade era outro. Por me sentir um ET na maior parte do tempo: sensível demais, alta demais, gorda demais, esquisita demais.

A festa tem dia e hora. E uma lista imensa de preparativos. Será uma festa pequena, só a família e alguns amigos muito, muito próximos. Estranho, bizarro estar me casando, ainda.

E é legal ser noiva. Fico cantando a música da Madonna na cabeça “always the bridesmaid, never the bride” e pensando…sim, agora eu sou “the bride”. The bride to be…

Mas confesso, foi uma decisão. E uma decisão que permeou toda a minha história, minha vida amorosa. Desde que decidi, busquei alguém, Busquei uma história real. Rezei, fiz uma visualização, analisei cada candidato. E cada um que não se encaixava foi tirado de mim. Hoje eu sei, não eram eles, era eu mesma. Eu não queria o pouco, o menos. Eu não queria nada que me distanciasse do que eu acreditava ser o melhor para mim. Que me distanciasse do tipo de homem que eu queria como noivo. Essa sempre foi a decisão mais importante, quem seria esse companheiro de vida. Não foquei na festa, mas pensei nela como um símbolo, um marco da minha transformação. De uma co-dependente grave e sofrida, a alguém que encontrou o verdadeiro amor.

Amor, amar, ter alguém dá trabalho. E muito. E precisa de tempo, um tempo enorme. Um tempo, principalmente, de dedicação a si mesma. Tempo para se conhecer, tempo para saber o que se quer. Tempo para sair com um monte de caras errados. Tempo para se permitir as coisas que sempre quisemos, como um sexo casual, um caso com um menino muito mais novo ou com alguém que não tinha nada a ver com você. Isso tudo, cada primeiro encontro horrível, cada match em aplicativos, cada encontro às escuras, tudo isso me alimentou. Tudo isso me fez ser quem eu sou, finalmente e munida de todo esse poder, escolher o meu companheiro de vida.

Ele se chama Felipe, tem 43 anos e 2 filhos homens. E uma história de perdas e sofrimento, mas com algumas vitórias. Eu sou Andrea, mãe da Nina, com uma história de perdas e sofrimentos e algumas vitórias. E estamos começando, juntos, uma nova história. Nossa. Com perdas e sofrimentos e muitas, muitas vitórias. Vou contando tudo aqui para vocês. Será um momento maravilhoso para se compartilhar!

4 comentários sobre “Bride to be

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