Enfim, águas passadas…

Tô aqui rindo, rindo muito. Depois de dormir, dormir muito. Ontem terminei um relacionamento que mal começou e que começou mal. Começou para substituir outro, forte e relevante, daqueles que temos uma ou duas vezes na vida. Não funcionou! Ele não atendia às minhas expectativas. Eu não atendia às dele. Ele me magoava porque não era “o outro”. Eu o magoava porque queria que ele fosse. Virou um bololo danado, que só poderia dar nisso. O fim, inevitável fim.

E mesmo quando é ruim, quando você sabe de todas essas coisas, dá uma tristezinha no fundo do peito. Outro amor indo embora? Mas e se ele nem foi amor? Tive uma dessas conversar de horas, regadas a litros de café e empanadas argentinas (desconfio que os  “novos boêmios” tomem café e não cachaça), com a minha amiga que, na realidade, é membro da minha pequena família, que sou eu e Lorelay (minha gata). Ela é como uma irmã que Deus, com pena por saber da minha ultra sensibilidade, me deu aos 11 anos, numa fila de “pesagem” da escola, quando magrelas gritavam seus mais de 60 quilos para os meninos ouvirem e te deixarem com vergonha. Enfim, águas passadas…

A conversa rendeu confissões que eu não tinha feito nem a mim mesma. Quem aqui consegue contar certas coisas para mãe e pai? Sim, eu sei que existem pessoas assim, mas são raras. Eu tenho ela. E mais algumas pessoas, como um amigo gay que, pasmem, já foi meu namorado. Ou uma amiga que cruzou o meu caminho na faculdade de psicologia, amiga da outra, da fila de pesagem. É incrível como o fluxo, a energia, sempre arruma um jeito de se ajeitar.

Conversa, pensamentos, pensamentos, pensamentos…o que é mesmo que eu tô fazendo com ele? “Fulano, precisamos conversar”. Ele mal reagiu. Não, não quis dizer que ele reagiu mal, quis dizer que ele reagiu pouco mesmo. Disse duas ou três palavras. Não teve um “que pena”, não teve um “me dá outra chance”. Nada. Só um “a gente não pode só sair então?” , querendo me propor sexo, coisa que mal aconteceu (e aqui sim, aconteceu mal)! Enfim, águas passadas…

E no outro dia sobra a casa para arrumar, um xixi de gato encontrado numa bacia na lavanderia que diz “mamãe, tamu junto”, as flores do aniversário que estão murchando, o frio, o armário por terminar de arrumar, o tapete para buscar na lavanderia e o cheque, ah o cheque, que não sei não se não foi devolvido…preciso ver isso. E escrever no blog, sempre.

Enfim..águas passadas não movem moinhos…

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