Nem sei direito…

É normal. É norma. De tempos em tempos, nos sentimos perdidos. Ou porque aquilo que foi, foi mesmo, como o fim de relacionamento ou de um trabalho ou porque não foi mas a gente sente que deveria estar indo. A vida não tem um sentido só e hoje existem condições de mudanças que não tínhamos antes.

Imagina em 1920. Uma pessoa que nasceu numa fazenda, no interior, trabalhador da enxada. Que chances de mudanças existiam? Alguns tentavam a cidade grande, alguns nem sabiam o que era isso. Não tinha TV mostrando como era. Não existia o desejo por algo que não existia na cabeça de ninguém.

Hoje existe o México, Amsterdã e o Canadá. E eles não são países lá, longínquos, esquecidos e sem vida. Eles tem vida, muita vida. Vemos nas TVs e na internet. Tem coisas que gostaríamos de ter, olha “tem colheita de maçãs”, tem passeios de bicicleta, tem tequila!

Antes um casamento era um casamento. Se era bom ou ruim, não existiam parâmetros. Se parecia o casamento de 40 anos dos meus pais era bom, se não parecia era esquisito. O diferente não existia. Então éramos todos matutos, com poucas opções.

Agora dá pra ser tudo. E o problema é separar o joio do trigo. Não queremos ser inflexíveis, mas podemos cair na tentação de ser flexíveis demais. Mudar de ideia a cada cinco minutos. Aplicativos estão a um passo de novos relacionamentos, de novas experiências românticas. Casas novas são vendidas, bairros novos levantados, não temos mais raízes mas sentimos tanta, tanta falta delas.

E aí, no caos, nascem os movimentos retrógrados. Nascem desde a estética retrô, vintage e bonitinha das casas de fazenda até as volta das ideias nazistas. Tudo para tentar tirar a gente da nossa confusão.

Que tal, então, parar e sentir. Não, não vamos mais pensar. Pensar é o que gerou o caos, vamos sentir. Vamos nos sentar num lugar em que nos sintamos bem. Vamos conversar com alguém com quem nos sintamos a vontade. Vamos viajar para um lugar que toque o nosso coração. Vamos sentir como seria a vida perfeita, a nossa vida perfeita. A sua vida perfeita é diferente da minha, é diferente porque temos hoje essa possibilidade. Pode ser que você seja feliz no simples, pode ser que precise de mais. Pode ser que você, sua alma, precise do mundo todo, ou de uma cidade do interior com um sinal ruim de internet. Não interessa.

No final são todas escolhas e só isso. Algumas vão durar mais, outras menos. Algumas vãos ser positivas e outras negativas. Na era da experiência infinita, escolha pelo seu sentir, pelo seu coração, pela sua intuição que nunca erra. Porque mesmo que ela te mande para uma experiência ruim, é porque era daquilo que você precisava. Isso se chama fé!

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